Enquanto casais celebram a data, psicólogo de Rio Preto explica por que o período pode ser difícil para quem vive uma separação, um luto ou está sozinho
Flores, presentes e declarações costumam dominar o Dia dos Namorados. Mas a data nem sempre é vivida da mesma forma. Para algumas pessoas, o período pode despertar sentimentos como tristeza, saudade e solidão. Segundo o psicólogo Bruno Garibaldi, de Rio Preto, datas comemorativas costumam intensificar emoções que já fazem parte da vida das pessoas.
“Essas datas funcionam como um espelho. Elas fazem a pessoa olhar para a própria vida e perceber aquilo que está faltando ou aquilo que gostaria de viver”, afirma. O impacto costuma ser maior para quem passou recentemente por uma separação, enfrenta o luto pela perda de alguém ou atravessa um momento de maior vulnerabilidade emocional.
As redes sociais também podem contribuir para esse cenário. Em meio a fotos, presentes e demonstrações de afeto, muitas pessoas acabam comparando a própria realidade com a dos outros. “O problema é que essa comparação acontece com recortes da vida das pessoas. Ninguém publica as dificuldades do relacionamento ou os momentos ruins. Quem está mais fragilizado pode ter a sensação de que todo mundo está feliz, menos ele”.
Para Garibaldi, sentir tristeza ou saudade nessa época do ano não é sinal de fraqueza nem motivo para culpa. “Estar solteiro não é um problema. O que merece atenção é quando a pessoa passa a acreditar que seu valor depende de estar ou não em um relacionamento”.


